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Transformação do varejo; a “culpa” é do e-commerce e da realidade virtual

Varejo passa por profunda transformação. E a “culpa” é do e-commerce e da realidade virtual

Evento promovido pela BTR-Varese e Posigraf em Curitiba apontou quais os rumos do setor e os caminhos para a chamada “virada do varejo”.

Imagem positivo posigraf

Mais de dois mil profissionais do varejo brasileiro estiveram presentes na última edição da NRF Retail’s Big Show, maior evento mundial do varejo, realizado em janeiro deste ano na cidade de Nova Iorque. Alguns deles estiverem presentes no encontro promovido pela BTR-Varese e Posigraf no dia 15 março, na Universidade Positivo. Durante o encontro, foram apresentadas as principais tendências do setor e, segundo os especialistas, o mundo passa pela maior transformação do varejo, estabelecendo um novo “mapa de mercado”.

Essa “virada” está acontecendo, principalmente, pelo aumento do volume de vendas pela internet e pela popularização da realidade virtual. A Amazon, maior varejista digital do mundo, segue a passos largos para assumir a segunda posição no ranking mundial do varejo. “O faturamento atual da empresa é de 80 bilhões de dólares e esse montante só cresce. Por isso, o valor de mercado da Amazon já é quase o dobro do Walmart”, ressaltou Eduardo Terra, presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo, que abriu o encontro.

De acordo com ele, isso não é uma tendência e sim um fato consumado. “Não tem mais volta. O e-commerce tem hoje apenas 3,3% do varejo brasileiro, mas em alguns setores, como o de tecnologia, já representa quase 30%”, destacou. Redes nacionais estão avançando nesse quesito, mas ainda estão atrás dos maiores varejistas mundiais. “Um dos exemplos é a americana Macy`s, que, apesar de ter como tradição as lojas físicas, já tem 18% do seu faturamento oriundo das vendas on-line”, apontou Eduardo.

A outra grande mudança do setor acontecerá em virtude do avanço e popularização da tecnologia. A Esselunga, rede de supermercados da Itália, está em fase final de testes para implantar um sistema de vendas por meio de óculos de realidade virtual. Com o equipamento, o consumidor “entra” na loja, escolhe os produtos que precisa por comando de voz, passeando pelos corredores, e paga do sofá de casa. “Essa experiência é ainda mais completa quando a pessoa pode ter acesso aos produtos comprados por familiares e amigos, por exemplo. Outras funcionalidades são dicas de receitas, oferta de produtos alinhados ao perfil do consumidor e acesso ao estoque de produtos que a pessoa tem em casa”, explicou.

O uso de robôs nas lojas físicas – para serviços de atendimento, segurança e conferência de estoque – também irá se tornar popular em breve, segundo o especialista. Aliados ao uso de sensores, câmeras e WiFi, os equipamentos podem trazer informações importantes e ajudar o varejista a baixar custos da operação ou melhorar a experiência do consumidor.

O uso desses indicadores, por meio da análise de relatórios e processamento de informações com uso da inteligência artificial, irá ajudar as empresas na tomada de decisões. “Os dados são o novo petróleo. Essa frase tem sido dita com frequência porque essa revolução digital vai mudar todos os setores. E o varejo é o primeiro setor a ser impactado por tudo isso”, finalizou.

Mas é só isso?

O coordenador do MBA em Gestão do Varejo e Administração de Shopping Center da Universidade Positivo (UP), Leandro Krug Batista, aponta outras tendências do setor. A primeira delas é o “omnichannel”, ou seja, vendas por meio da loja física e também pela virtual. “Os smartphones e as ferramentas sociais estão cada vez mais presentes no processo de consumo, desde o despertar do desejo por produtos ou serviços até a busca de informações e a tomada de decisão de compra. Por isso, a integração de canais online e off-line é inevitável”, disse.

Batista destaca ainda a importância da “experiência de compra” e das chamadas tribos. “O varejo não pode mais entregar apenas produtos. A experiência de compra deve ter uma forte conexão emocional. Além disso, as tribos não podem ser ignoradas no processo de consumo. É preciso usar a linguagem dela, seguindo seus valores, seus ritos e gostos”, apontou.

O coordenador aponta dois valores essenciais para as marcas, seja no mundo físico ou virtual:Transparência e agilidade. “As empresas estão sendo avaliadas o tempo todo e precisam lidar com a velocidade das redes sociais. Respostas rápidas e verdadeiras são essenciais para a perenidade do negócio”, concluiu. Mesmo que o online ainda seja fator importante para o consumidor, o impresso é uma das melhores formas de divulgação de preços, produtos e serviços. É o que comprova a pesquisa realizada pela Posigraf, em seis capitais brasileiras, que mostrou que os impressos são utilizados por 84% dos consumidores no processo de decisão de compra.

A pesquisa da Posigraf teve por objetivo medir a importância dos anúncios impressos como ferramenta que incentiva na hora da compra e envolveu um universo de quase mil consumidores das cidades de Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS), homens e mulheres de 18 a 60 anos. O levantamento mostrou que 66% dos entrevistados foram até a loja após ver a propaganda nesse meio de comunicação que, por sua vez, influenciou 61% a realizarem a compra.

Por outro lado, a influência da internet no processo de compra chegou a 38% dos entrevistados, e da TV em 59%. Comparando com outros meios de comunicação, a pesquisa assinala que 50% dos entrevistados compraram um produto após pesquisar na internet, e 45% ao ver propaganda na TV. Os consumidores admitiram que o que mais gostam de ver nos impressos são preços e promoções. O levantamento revelou que o índice de eficiência de conversão dos impressos promocionais chegou a 70%. Em relação à fonte de informações para a compra de bens duráveis, os anúncios foram consultados por 80% das pessoas entrevistadas e 48% efetuou a compra após ter visto o produto em um impresso publicitário.

A pesquisa brasileira resume que, em relação a bens duráveis, 8 em cada 10 consumidores usaram impressos promocionais ao menos uma vez ao mês para se informar sobre produtos, preços e promoções. Os entrevistados (51%) afirmaram que, em relação às mídias eletrônicas (TV, rádio e internet), a principal vantagem dos anúncios publicados em tablóides e folhetos é a facilidade e comodidade de obter informações sobre preços, produtos e serviços. Esse público valoriza nos impressos a exposição clara dos preços (grandes e visíveis). Como sugestão, a pesquisa recomenda ao mercado que continue utilizando o impresso promocional como ferramenta para incentivar a compra de produtos e serviços, considerando que 89% dos consumidores do Sul e do Sudeste do país já compraram algum produto após vê-lo ofertado num impresso promocional.

Sobre a Posigraf
A Posigraf foi fundada em 1972, no mesmo ano da fundação do Grupo Positivo, quando os professores fundadores encontraram na criação da gráfica a solução para atender a demanda para os materiais. Atualmente, é uma das maiores gráficas da América Latina. Instalada em uma área de 52 mil m2, a companhia tem uma unidade em São Paulo, representações em todo o Brasil e atende clientes no exterior. O portfólio de serviços compreende a produção de livros didáticos, publicações especiais, tabloides e materiais promocionais, além de revistas e periódicos. Com uma postura ativa na prática e articulação de políticas voltadas para a conservação da natureza, a instituição amplia a visão de futuro sustentável dos negócios.

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