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O E-commerce brasileiro têm prejuízos com sites de venda mal estruturados

Os sites de vendas cresceram a passos largos nos últimos anos. Não só grandes varejistas, mas também pequenos e médios empresários enxergam no e-commerce uma opção fácil e barata para divulgar e vender seus produtos. No entanto, principalmente no Brasil, ainda é grande a ineficácia desses sites em atender a uma grande demanda e, até mesmo, em oferecer suporte técnico para possíveis problemas durante as compras. Há duas semanas, a famosa Black Friday foi marcada por reclamações e sites fora do ar. Ainda assim, isso não impediu que fossem realizadas 1,950 milhão de compras, gerando um faturamento de R$ 770 milhões.

E não para por aí, o Brasil é o mercado mais avançado da América Latina no que diz respeito ao e-commerce. A expectativa é de que as vendas online do varejo alcancem 25 bilhões de dólares no país até 2017, mais do que o dobro dos esperados 12,2 bilhões de 2012. Mas será que as empresas estão preparadas para essa demanda? Especialistas dizem que não, e vão ainda mais longe ao afirmar que as companhias perdem dinheiro ao oferecer um serviço de comércio eletrônico defeituoso.

De acordo com Claudio Sá de Abreu, engenheiro eletrônico e diretor-executivo da Vialink, empresa especializada em infraestrutura, sistemas e governança em tecnologia da informação, ainda falta investimento para que os consumidores brasileiros tenham sites de vendas de qualidade.

‘É esperado que os problemas ocorridos durante a Black Friday se repitam com a aproximação do Natal, devido ao crescimento no fluxo de compradores online. As empresas que desejam ter sucesso nesse mercado precisam montar uma infraestrutura para o site suportar tráfegos variáveis. Todo o processo, desde a entrada do consumidor no site, até o recebimento do produto, deve ser mapeado e pensado do ponto de vista do cliente. A organização da página na internet deve suportar a utilização de diversos servidores, balanceando os acessos dos usuários e garantindo que todos tenham uma ótima experiência’, explica o especialista.

 

Claudio diz que os problemas mais comuns encontrados nos grandes sites de vendas são: páginas que ficam fora do ar devido a uma grande quantidade de acessos; empresas que vendem mais produtos do que a loja física possui em estoque; cobrança no cartão realizada mesmo tendo havido erros na finalização da venda; e, até mesmo, recebimento de e-mails de confirmação de compra sem esta ter sido realmente realizada. Além disso, segundo o especialista, não só grandes lojas precisam reformular suas operações de e-commerce, com o objetivo de acompanhar o crescimento do mercado, mas, principalmente, as pequenas e médias empresas devem buscar soluções que evitem a perda de dinheiro por conta dessas falhas.

A empresa quer vender e o consumidor quer comprar, mas há um problema no meio: um site mal estruturado.

Com isso, o empresário tem prejuízo e o consumidor fica insatisfeito?, afirma o engenheiro.

 

Segundo Abreu, muitas pessoas acreditam ser normal sites ficarem fora do ar devido a umagrande quantidade de acessos, o que é um erro. ?

Um bom e-commerce está baseado em três pontos principais: servidores que suportem um elevado número de compradores simultâneos; banda de internet, para que esses compradores cheguem até o site; e um software bem programado para acompanhar o crescimento no número de compradores. É como se uma loja física colocasse mais vendedores e expandisse o seu tamanho conforme fossem entrando clientes?, exemplifica o especialista.

 

Claudio Sá de Abreu – especialista em tecnologia da informação

Claudio Sá de Abreu é graduado em Engenharia Eletrônica e mestre em Sistemas e Computação, ambos pelo Instituto Militar de Engenharia (IME). Tem mais de 20 anos de experiência nas áreas de desenvolvimento de sistemas e telecomunicações.

Há 16 anos, fundou a Vialink, especializada em infraestrutura, sistemas e governança em tecnologia da informação e a primeira empresa brasileira a desenvolver uma rede de internet banda larga wireless no Brasil, criando, então, o modelo de fornecimento de acesso à internet que domina o mercado da maior parte das cidades do país. Além disso, Claudio possui diversos projetos de desenvolvimento na área de tecnologia da informação e atende empresas como SuperVia, BSM Engenharia, RJZ Cyrela, Farm, Schlumberger e 2 Alianças Armazéns Gerais, provendo soluções e softwares que simplificam as operações empresariais.

 

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